OROBORO

December 8, 2006

COMICSPACE

Filed under: Notícias, Eu

Sei lá onde eu vi isso, mas, dizem alguns, é o “myspace dos quadrinhos”.

É claro que já estou lá.

December 6, 2006

93

Filed under: Eu

93. Essse foi o número de páginas finalizadas de roteiros para hq que consegui escrever neste ano de 2006, até agora. Nada mal. Quero dizer, nada mal para os meus padrões, veja bem. Isso dá uma média de 1 página a cada quatro dias (quando minha média ideal seriam 4 páginas por dia), mas, para quem já vinha andando totalmente desanimado com o meio, até que foi uma boa contagem.

Desse montante, 56 (48+8) foram desenvolvidas dentro de um universo alheio. Escrevi um álbum nos moldes europeus (do qual já devo ter falado en passant por aqui), e não gostei do resultado final. Resolvi deixar na geladeira antes de entrar na fase do “cortar/modificar”, mas gostei o suficiente de um dos personagens que iam dançar na reescritura para resgatá-lo e fazer uma hqzinha de 8 páginas protagonizada por ele. Infelizmente, parece que o material não despertou muita atenção de quem deveria, então, foram 56 páginas para a lixeira. Ou não. Lei de Lavoisier, já ouviram falar?

5 foram uma hqzinha de terror/humor negro pra uma coletânea temática que nunca deve dar o ar da graça.

Outras 16 foram os capítulos 2 e 3 de LIBRA, série da qual vocês já devem estar carecas de saber. O capítulo 1 foi escrito ano passado.

E, por fim, as 16 últimas são para uma idéia que ressucitei essa semana. Tá, eu sei que alguns posts atrás disse que iria perder menos tempo fazendo roteiros, e que, com exceção de LIBRA, largaria mão disso. Mas, sabem como é, os dedos coçam, as sinapses estalam e lá vamos nós. Além disso, não é uma idéia nova. Foi algo que burilei por um bom tempo no ano passado e, por motivos variados, acabei deixando de lado. A grande mudança foi que acabei espremendo em 16 páginas o que teria sido originalmente pensado para preencher 30. Preciso revisar, e o desafio agora vai ser deixar tudo coerente e interessante.

Deu até vontade de dar um gás por aqui e escrever o quarto capítulo de LIBRA, pra fechar o ano em 101. Quem sabe?

Nem preciso dizer que até agora nenhuma desses textos viu a ponta de um lápis. LIBRA está sendo desenhada, mas o Leal está fazendo o capítulo 1, que não entra nesta contagem.

Ao que parece, continuarei esmurrando pontas de faca por aqui.

November 25, 2006

LIBRA: LÍNGUAS MORTAS.

Filed under: Eu, Libra

Como o Leal – agora também membro da comuna blogspótica – já liberou as páginas, resolvi seguir o exemplo. Vão aí as duas primeiras páginas do primeiro capítulo da série LIBRA.

LIBRA: LÍNGUAS MORTAS - Página 1

PÁGINA 1

A versão final deve sofrer pequenas alterações, como a pequena ilustração que está no painel reservado ao título. Ficou do grandecíssimo caralho, mas tá entregando o ouro.

LIBRA: LÍNGUAS MORTAS - Página 2

PÁGINA 2

É interessante ver como o desenhista reinterpreta o que está no roteiro. O Leal fez pequenas alterações na distribuição dos painéis e dos diálogos. Neste caso, foram todas bem vindas. Meu painel preferido é o sexto, onde o descomunal Gládio se espreme embaixo de um guarda-sol fajuto. Acabou gerando um efeito cômico, involuntariamente.

Já falei disso antes, mas vá lá. LIBRA é composta por pequenos capítulos de 8 páginas, autocontidos, mas inseridos dentro de uma narrativa maior. Não faço a mínima idéia de onde e/ou como publicaremos isso. Concluí recentemente o terceiro roteiro, e o Leal está no lápis do primeiro. Agora é tocar o barco.

October 27, 2006

ROTEIRIZANDO.

Filed under: Roteiros de HQ, Eu

Já antecipei uma das minhas decisões de fim de ano, e, depois de pensar bem, decidi (com uma única exceção) largar mão de vez desse negócio de fazer roteiros para hq.

Foram muitos roteiros não-lidos, não respondidos, não correspondidos, não desenhados, e é cada vez mais frustrante pensar que vou passar horas burilando algo cujo destino vai acabar sendo um diretório esquecido em meu computador.

Eu ADORO a linguagem dos quadrinhos. Até mantenho este blog só pra falar disso. É fascinante escrever roteiros: imaginar qual vai ser a melhor maneira de unir as palavras e as imagens sugeridas ao desenhista. Saber como o desenhista vai reinterpretar aquilo que você escreveu, o que ele cortou, o que ele mudou e o que ele agregou artisticamente. As conversas que virão na sequência, etc. Mas, vamos aos fatos.

O roteiro é a parte fácil da – com o perdão do trocadalho – história. Fácil porque é algo mais etéreo, ainda está mais no reino das idéias do que no nosso mundinho bunda-de-jaca. A gente pode escrever um roteiro de várias formas: num laptop de última geração, num palm, num caderno, em pedeços de papel de pão, guardanapos, no editor de textos do celular (haja paciência!), enfim, em qualquer meio onde seja possível gravar uma quantidade significativa de palavras. A gente pode escrever um roteiro enquanto espera a consulta, enquanto estamos em horário de almoço, enquanto estamos na praça de alimentação do shopping nos entupindo de quantidades insalubres de carboidratos e proteínas e, a minha preferida, no horário de trabalho (nestes casos, gosto de pensar que estou, indiretamente, sendo remunerado para isso).

Já com o desenho, o buraco é bem mais embaixo. O desenhista necessita de um espaço próprio, necessita de ferramentas específicas e, principalmente, necessita de tempo. A escrita pode ser fragmentada, mas o desenho não. Se o cara tiver desenhar algumas linhas e depois parar para fazer o que quer que seja, provavelmente vai deixar para outro dia. E como isso que a gente costuma chamar de vida não é nem um pouco condescendente com este tipo de divertimento, o outro dia vira outro mês, outro ano, e depois, nunca.

Claro, há também a hiper-bunda-molice que grassa no reino dos pretensos quadrinistas (coloquei no mesmo saco todos os envolvidos: quem junta letrinhas e quem faz linhas) nacionais, e não é nada incomum ter trocas calorosas de emails e mensagens instantâneas substituídas pelo silêncio total. O problema, a meu ver, nem é a desistência (por não poder ou por simplesmente não querer mais desenhar a história. Note que estou falando do ponto de vista de quem faz roteiros. Existem roteiristas furões também), mas sim a falta de transparência. A velha história de ir “enrolando” até quando der. De se comprometer sem saber se realmente vai poder cumprir a sua parte no trato. De não ter coragem de dizer que não sente mais tesão pela história e tá a fim de partir para outra. “Ah, mas eu não estou ganhando nada para fazer isso!” “É? Mas ningúem mentiu pra você. Por que aceitou, então?”. Criar expectativas à toa é a pior coisa que tem, vá por mim.

Por essas e por outras, tô pulando fora, enquanto ainda é tempo.

A exceção, claro, é LIBRA, que também pretendo levar num ritmo mais light. Terminei o segundo roteiro (serão hqs de 8 páginas) e vou tocar o terceiro bem devagar, na manha.

Um efeito colateral disso foi que – à guisa de esperiência -, antes de Libra ter ido parar nas mãos do Leal, tentei migrar o roteiro para um formato áudio-visual (minha desculpa para gastar algumas horas brincando com o Celtx). Escrevi dez páginas, que abarcam LÍNGUAS MORTAS, o primeiro capítulo, mais o que acabou se tornando a introdução de FIEL, o segundo, que eu não tinha iniciado na época. Achei uma delícia a oportunidade que tive para intertextualizar (como estamos chiques, não?) a história. Há coisas que funcionam em quadrinhos e não funcionariam em um filme. Além disso, já que era para meter o pé na jaca, mudei, para o hipotético roteiro cinematográfico, a história. Se nas hqs - e veja que só escrevi dois roteiros, mas já tenho todo o resto plotado por aqui – ficariam mais pontas soltas e buraquinhos para o leitor preencher com o que bem lhe aprouvesse, na versão cinematográfica seria tudo bem redondinho, bem auto-referente. Seria? Será? Sei lá.

Por outro lado, martelar prosa pura e simples tem se tornado bem mais compensador.

Quem sabe, um dia?

October 3, 2006

LIBRA

Filed under: Eu, Libra

Luciano Leal (que também está ministrando um curso de desenhos em Limeira, onde vive com a família ) continua postando os esboços fodidos que anda fazendo para LIBRA em seu fotolog. Vai lá que tá legal!

(segunda opçao: flickr)

September 22, 2006

A JUSTIÇA É CEGA?

Filed under: Eu, Libra

Primeiro esboço de Matilda, uma das personagens centrais de LIBRA, série com textos meus e arte do grande Luciano Leal. O figurino deve mudar um pouco, mas o rosto é esse aí.

Não se meta com essa mulher, porque a casa pode cair pro seu lado, certo?

Matilda - primeiro esboço

May 24, 2006

A COPA DO MUNDO É NOSSA!

Filed under: Eu

Juro que é a última vez que toco no assunto, mas agora a notícia é quente:

As duas versões de CABALA FUTEBOL CLUBE estão devidamente impressas.

A versão gringa foi editada na revista beneficiente JUST 1 PAGE, edição 4, lançada na convenção inglesa de Bristol, que rolou em meados de Maio. Ainda não faço a mínima idéia dos trâmites pra se conseguir um exemplar, mas tenho cá minhas suspeitas que algum dos outros colaboradores brasileiros vai colocar alguns à venda por aqui mesmo. Aguardemos.

De qualquer maneira, seguem a capa oficial (o Hector tinha postado há uma cara, mas eu esqueci de repassar) e a foto do estande, na convenção, com a edição empunhada pelo editor Ade Brown

Já do lado de cá do Equador, a hq saiu na PRISMARTE ESPECIAL COPA 2006, que também já está à venda. O serviço completo (participantes, vendas, etc) tá aqui.

Agora, vai que é sua!

April 30, 2006

QUADRINHOS

Filed under: Eu

Estou ficando repetitivo, eu sei, mas…

A Just 1 Page 4 (Copa do Mundo) já começa a fazer barulho por aqui (também, com a quantidade de brasileiros envolvidos…).

Notinhas no Universo HQ e no Bigorna.

Já disse isso, mas em outro lugar. KABBALAH FOOTBALL CLUB vai ter versão nacional, a sair na (também) edição especial COPA DO MUNDO da revista pernanbucana Prismarte.

Aqui estão as duas primeiras páginas de “YANKEE, GO HOME!”, para o já lendário álbum das conspirações brasileiras, no qual também participo.

E aqui, à guisa de curiosidade, uma página de outra hq que também vai dar as caras na publicação (se houver :-P ). Roteiro de Gian Danton e arte de Antonio Eder.

E por último, mas não menos importante, vejam só, a MANTICORE 3 entrou no HQ Mix deste ano, na categoria terror, concorrendo com Dylan Dog e Criaturas da Noite. Que fique registrado nos anais dos leitores que eu quero perder pro Dylan Dog. E não se fala mais nisso!

April 21, 2006

OROBORO News!

Filed under: Eu

(Sai poeira! Sai!)

1, 2, 3, testando…

Ah, você tá aí, né?

Então tá. Olha só, provavelmente você não sabe, mas nas horas vagas eu me meto a escrever roteiros para histórias em quadrinhos.

Não, Zezinho, eu não DESENHO. Eu ESCREVO. (até gostaria de desenhar, mas, visto que minha própria caligrafia às vezes me é irreconhecível…)

E, pra fazer um merchandise, criei ume newsletter no yahoo que vou acionar sazonalmente para divulgar qualquer HQ a que me possa ser imputada a paternidade (ou maternidade, dependendo de como você enxerga as coisas).

Então, é isso aí. Fica com Deus e vai pela sombra.

Hã?

Ah, é!

Fica aqui, ó!

Se você é usuário do yahoo, já conhece o esquema.

Se não, é fácil. Basta fazer um cadastrozinho de 2 minutos e, pá, vai começar a receber as mensagens, quando houver alguma.

March 27, 2006

KABBALAH FOOTBAL CLUB

Filed under: Eu

Sabem aquela hqzinha de uma página que eu e o Antonio fizemos pra Just 1 Page?

Não?

Ah é! Eu não tinha falado…

Pois é, o editor da parada, Adrian Brown, tá postando as artes aos poucos aqui, e você pode dar uma conferida em parte do material. Do nosso, digo. Sei lá porque cargas d’água, o menino só deixou as duas tiras do meio da hq, omitindo o início e o final. Não me pergunte porquê.

E, tipo assim, aquele ali não é o Grant Morrison não, tá?

E tem um monte de coisa fudida de boa lá, viu? Tipo assim, que nem a hq do Hector e do Gabriel Barazal, a primeira da página.

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